quarta-feira, 4 de maio de 2011

Quanto mais eu sinta.

Quanto mais eu sinta

Em meu falar, nada pra dizer.
Palavras por si mesmas se explicam.
Atingem o alvo direto, e se maximizam.
Mas tudo isso é complexo demais.

Agarrei meus pensamentos,
Até minhas mãos sagrarem.
E as revoluções, mutações
Começaram a me acometer.

Meu equilíbrio relapso,
Raquítico incomoda-me.
Que quando me ponho quase de pé,
Volto a titubear.

Joguei em baixo da cama,
Os meus sentimentos.
Minhas noites tornaram-se pacatas.
Eu senti.

Fiz notável todo esse desgosto,
Afogando de copos em copos
Toda essa angústia, outrora,
Contida em gritos silenciosos.

A minha sede não é de água.
Nem de vinho, nem do sangue
Dos poucos inimigos que a vida me apresentou.
Tenho sede do que não sei.

Fome?De todas as ilusões do mundo.
Quem me dera, pudesse comê-las.
Todas elas. Antes que me
Devorassem todas.

Quem me dera ainda
Ser diagnosticada como louca.
Assim meus desvarios,
Teriam razões fundamentadas.

Ou ainda ser tida como bicho.
Estariam assim explicados

Meu modo grotesco,
O pensamento indócil,
E a intolerância que absorvi.
Na indolência.

Mas se nem louca,
Nem bicho eu sou.
Como chegarei a um motivo,
E que justificativa terei?

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