domingo, 1 de maio de 2011

Minha Lua


Hoje a noite esplendorosa do luar,
Fez-me um pedido irresistível.
Que me trouxe delírio e contentação.
Pediu para que eu fosse só sua,
Nessa noite, aqui, ali ou...
Há anos luz, no rastro de vias celestes.

Eu embevecida num turbilhão de desejos,
Não hesitei. E meus olhos insensatos,
Passaram a querer-la,
Olhá-la, buscá-la todas as noites.
Quando acendiam as luzes cintilantes da cidade,
Eu me punha a esbravejar.

E então, surgia linda a Minha Lua,
Escoltada pelas estrelas,
A celebridade, o êxito...
Repleta de poder e exuberância.
Que de tão linda, me engasgava o peito,
De sentimentos mistos não decifrados.

Teu brilho incandescente,
Entrando pelas frestas da minha alma
Através dos meus olhos mais que abertos,
Enfeitiçados, e sucumbidos,
No mais puro festim silencioso

As minhas longas noites em tua companhia,
Mudaram tudo. E tudo mudou.
Amor ascendente, paliativo e satisfatório.
Metade era a Lua, metade era eu.
Salvamento nas noites,
Vontade estreme, sem partilha.

Havia noites que vinha numa,
Pompa estonteante e o deslumbramento
Que em mim causava era quase um caos.
Outras noites vinha lânguida,
E sua debilidade me aguçava
Os sentidos. Me perturbava.

E quando não vinha eu me punha
Em um desatino, desmedido e insolúvel.
Nessas noites não era minha.
Mas não sei de quem era,
E nem desejo saber.
Mas ficavam sempre rastros.
E depois da noite, vem um dia,
E outra noite. E outra Lua.

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