sexta-feira, 13 de maio de 2011



Eu não quero ter mais minhas mãos,
Se elas não podem tocar as tuas.
Os meus olhos só choram,
Porque não podem encontra-te e matar a ânsia, de ver teu sorriso transformar um momento.

O meu corpo trêmulo na chuva, querendo molhar o teu,
Querendo enxugar, querendo aquecer.
Querendo juntar a chuva, você e eu, corpos e ver no que ia dar.

E a chuva levando o tempo, trazendo o frio, e fazendo desmoronar,
As indiferenças, as barreiras que me mantinha longe de você.
E você sem entender, e eu tentando te explicar.
Tentando te mostrar...


Te mostrar que essa sua ausência me fere,
Me corroe, é brutal.
Me diz as formas que queres ,
Eu te farei dessas formas. Diga-me
Como tu queres que chova que faço Sol,
Que eu farei por ti, chover e aquecer nas horas certas.

Mas fique aqui. Fique perto. Você longe de mim, tudo pode mudar.
Eu quero você, quero o Sol, quero a chuva e um café.
Depois amar, sem conversar sobre a manhã seguinte.
Só pra ter você por perto.


Venha com sua chuva,
Com os raios, com os trovões, eu não sairei daqui. Não terei medo. Eu quero você perto. Fique.
E faça chover a noite toda sobre o meu quarto, sobre mim, sobre nós.

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